Vamos desaparecer?

Nunca me esqueci de uma pergunta que uma amiga me fez há muito tempo atrás:

– Se sua casa começar a pegar fogo (sua família e animais já estão a salvo) e você tiver a oportunidade de pegar apenas 1 coisa antes dela se incendiar por completo, o que você pegaria?

 

RESPOSTA – minhas fotografias!

 

Sim, elas são insubstituíveis, são memórias, lembranças e a prova da minha existência.

Já se deram conta que a humanidade pode, em um curto período de tempo, apagar quase que por completo seus registros de existência no mundo?

Tirando os museus e bibliotecas, quase tudo está se tornando “digital”, mas e suas experiências, como você armazena?

Pense comigo, até pouco tempo atrás, as únicas formas de guardar suas recordações e lembranças para as gerações futuras eram, cartas, livros, fotografias, ilustrações, fitas Cassetes, vídeos em VHS, depois DVD.

 

“ Entre 1980 e 1990, as fitas VHS (ou “Sistema Doméstico de Vídeo”, em português) estava no pico de sua popularidade, quase todos tinham um aparelho de Videocassete em casa, gravando programas de TV ou registros de apresentações do seu filhinho na escola.”

 

Todavia, após a introdução do DVD em 1997, o mercado do VHS começou a entrar em declínio, e em pouco mais de 10 anos, em 2008, o DVD conseguiu alcançar aceitação total, substituindo o VHS como formato de distribuição.

Em 2016, a Funai Electric a última empresa que ainda fabricava leitores de VHS, anunciou que irá deixar de produzir equipamentos ou peças para esse formato, ou seja, todos milhões de registros feitos, casamentos, momentos com parentes queridos ficarão guardados em fitas empoeiradas e nunca mais poderão ser vistas para quem não tiver um aparelho VHS.

Se em 1996, alguém fez uma cápsula do tempo e gravou numa fita VHS mostrando o relato daquele momento, já era, dificilmente será vista hoje, imagine daqui a 10 ou 20 anos, o mesmo vai acontecer com os DVDS e os Pen drives, sim, já existem computadores que não têm entradas USB, adotando um novo formato.

Nas fotografias acontecem o mesmo. Quantas selfies e fotos são tiradas hoje em dia? bilhões? porém, quem realmente imprime, ou “revela” em papel fotográfico? Milhões e milhões de registros guardados em Bits, que de uma hora para outra podem simplesmente sumir da existência, ou com um celular quebrado ou com um “pau” no computador.

Meu conselho é, façam back-ups em HDs externos, inclusive de fotos do Facebook, se for usar o google Drive, dropbox ou HDs virtuais, certifique-se de ter cópias dos arquivos, imprima e faça album de fotografias, (impressão de foto 10×15 sai por menos que R$ 1,00). Não confie totalmente em Bits e em arquivos digitais, continue registrando sua existência, aproveite a vida e deixe recordações que possam ser guardadas na sua estante, gavetas ou caixas, eu mesmo tenho 2 portas retratos digitais guardados com fios e pen drives, com entrada USB, guardados para os meus netos assistirem meus vídeos e se um dia sua casa pegar fogo já sabe, salve o HD externo, o futuro da humanidade agradece!

BE/ON

Sou otimista, me formei em Design pela FAAP no início dos anos 90, fiz MBA em Branding, adoro novas tecnologias, geek, rock in roll e não dispenso uma cachaça!

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